
Afinal, o que é o amor?
É algo obrigatório?
Alguma coisa que a gente obrigatoriamente tem que sentir por todo mundo?
Eu acho que não. O amor é espontâneo, dá sem cobrar recebimento. É desapegado e cheio de dúvidas, afinal, o amor são eternas perguntas. É uma prova de que a gente realmente sabe sentir, e sente com conteúdo.
O amor é uma de todas as formas de sobrevivência. Ninguém vive sem o amor, mas muitos preferem não senti-lo, como se as dores que vem dele fossem evitáveis. A frase “A dor é inevitável, o sofrimento opcional” nunca se encaixou tão bem em uma definição. Muitos também encaram o amor como moeda de troca. Eu te amo se você me der sua alma em troca. Isso não é amor, e obsessão pelo domínio das pessoas à sua volta.
Esse comportamento afasta o amor, afinal, ele não vive sufocado, em uma gaiola. O amor vive como um pássaro livre, sem apertos, gaiolas ou correntes. O amor não é uma algema, uma âncora. É a mútua troca de sentimentos, sem cobrança, sem pressão. É a livre vontade de conviver por querer conviver, não por estar preso por um contrato, ou uma certidão. A certidão diz, como o nome, “certeza”. Mas do que temos certeza nessa vida do que o final dela?
O amor é um segredo que todos conhecem, mas poucos percebem isso. É um manifesto pela vontade de companhia, não de um escravo. É assim que o amor funciona, deixa as pessoas juntas, não amarradas. O amor é a liberdade de ser quem você é, e muitas vezes, deixar que o outro seja exatamente como é, mesmo que as vezes isso te irrite um pouquinho. Lembre-se, você também pode irritar as outras pessoas, mesmo sem perceber.
O amor é a liberdade plena do pensamento, é uma forma de transformar o mundo, o seu mundo, num lugar em que a palavra “Obrigado” não quer dizer que você deve ser pressionado a sentir nada.
Assim como muitas vezes, não existe amor dentro dos lares porque as pessoas insistem em evitar de convidá-lo para entrar. E a partir daí, o amor é substituído pelo silêncio.
O amor, enfim, é a sua alma, é a saúde da sua alma. É a vontade de ser feliz, fazendo outros felizes.
Assim, o caminho do amor é perpétuo.